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Artigos

8
dez

A Ladra Profissional

 

Permita-me apresentar-lhe uma ladra profissional.

Provavelmente você nunca irá distinguir essa pequena e ligeira moça no meio da multidão, mas muitos, ao longo dos anos, se referiram a ela como uma formidável gigante. Rápida como laser e silenciosa como a luz da lua, ela pode invadir facilmente. Uma vez dentro, seus modos agradáveis irão cativar sua atenção. Você irá tratá-la como uma das suas melhores amigas. Mas fique atento. Ela vai limpá-lo, sem o mínimo de remorso.

Sendo um mestre da esperteza, a bandida irá rearranjar os fatos o suficiente para ganhar a sua simpatia. Quando os outros chamarem sua atenção acerca de seu caráter, você se verá não somente acreditando nela, mas também agindo em sua defesa e apoio. Tarde demais, você conseguirá enxergar através de sua astúcia e dar-lhe crédito como a mais inteligente das ladras. Alguns nem mesmo percebem que foram atacados por ela. Vão para o túmulo de braços dados com o mesmo ladrão que roubou as suas vidas.

Seu nome? PROCRASTINAÇÃO. Sua especialidade? Roubar tempo e incentivo. Ela vem e troca valores inestimáveis por substitutos fajutos: desculpas, racionalizações, promessas vazias, embaraço e culpa. Como a maioria dos marginais, essa profissional o atinge quando você está desprevenido  no momento quando relaxa as defesas. Você acorda num sábado de manhã. Foi uma semana horrível. As insistentes vozes das tarefas ainda não terminadas ecoam em sua cabeça lutando por sua atenção. Subitamente sua co-artista aparece e começa a barganhar com você. Ao pôr-do-sol ela foi embora, e também o seu dia, e sua esperança.

Você pisa na balança do banheiro e não acredita. O marcador está mostrando a verdade, mas a ladra oferece outra interpretação. Roubando a sua motivação, ela sussurra a palavra mágica – amanhã – e você vai procurar um doce para celebrar a sua filosofia: Nunca faça hoje o que você pode fazer amanhã.

Você se depara com uma decisão crucial noutra tarde. Ela tem sido construída por duas semanas. Você a ignorou, se esquivou, adiou, mas não há mais como fugir. Hoje é o dia “D”. Você se comprometeu. Trinta minutos antes do prazo final, essa ladra lhe oferece um álibi perfeito e atrás dessa defesa a sua decisão escorrega para outro dia.

Nenhuma despesa é mais bem paga. Nenhum mentiroso é mais respeitado. Nenhum ladrão é mais recompensado. Nenhum gigante é mais bem tratado.

Você sabe que ela sempre ganha, mesmo você estando ciente que é uma grande fora-da-lei. Ela pode convencer qualquer estudante a esquecer a lição de casa, um executivo a desfazer acordos. Ela pode convencer qualquer dona de casa a negligenciar as louças e qualquer pai a não disciplinar seus filhos. Ela pode impedir qualquer vendedor de efetuar uma venda. Ela tem uma estratégia e concentra todos os seus esforços em um único objetivo: a derrota. Através do admirável mecanismo da sugestão, ela se torna o símbolo do que destrói: o sucesso.

“Como eu posso vencê-la?”, você pergunta. Qual é o segredo – a fórmula –  para escapar da intimidadora rede dessa ladra? Como impedir que o gigante invada e entre?

É realmente muito simples… tão simples que você não acredita. Tudo gira em torno de uma palavra, talvez a palavra mais fácil de ser usada em nossa linguagem. Quando utilizada apropriadamente, ela carrega mais peso que uma tonelada de boas intenções. A ladra não consegue suportar o som dela. Essa palavra faz com que a PROCRASTINAÇÃO  recue, totalmente frustrada. Se você usá-la constantemente, pode até ficar cansado de ouvi-la  e deixá-lo (a) em paz.

Curioso? Vou fazer um acordo com você. Eu lhe digo a palavra se prometer usá-la na próxima vez que for tentado a ouvir essa falsa conselheira. Entretanto, há um porém. Talvez seja fácil dizê-la, mas vai requerer toda a disciplina que tem para realmente vivê-la. Implementá-la vai exigir, na verdade, um poder que só Deus pode lhe dar.

A palavra é:

“AGORA”.

Você precisa lembrar sempre:

NÃO DEIXE PARA AMANHÃ O QUE VOCÊ PRECISA FAZER AGORA.

 

22
out

João e Mário

João é um importante empresário. Mora em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário.

Num belo dia, João deu um longo beijo em sua amada e fez em silêncio a sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Após tomar café com a esposa e os filhos, João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas.

Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Tereza, a faxineira.

Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos da empresa, contatos com fornecedores e clientes, mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi: “Calma, fazer uma coisa de cada vez, sem stress”.

Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família. A tarde tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.

Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia. Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi dar uma palestra para estudantes sobre motivação para vencer na vida.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mário foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado.

Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou, alegando não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tem filhos e está também sem uma companheira, pois sua terceira mulher partiu dias antes dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil. Ele estava morando de favor, num quarto imundo no porão de uma casa.

Naquele dia, Mário bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado, então armou uma tremenda confusão… e o dono do bar o colocou para fora.

Sentado na calçada, Mário chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu. Após levá-lo para casa e curado um pouco o porre, ele perguntou a Mário:

– “Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo do poço desta maneira?”

Mário então desabafou:

– A minha família… Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.

Quando minha mãe morreu doente, por falta de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo.

Tinha um irmão gêmeo chamado João, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.

Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudantes. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:

– “Diga-me por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?” João emocionado, respondeu:

– “A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável”.

Quando minha mãe morreu, por falta de condições, eu saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família.

Tinha um irmão gêmeo chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.

 

PARA REFLETIR

O nosso futuro está em nossas mãos e depende exclusivamente da postura com que encaramos a realidade. Aquele que têm uma postura negativa perante um problema com certeza só encontrará dificuldades; assim, o padrão de comportamento dele será sempre de Vítima, formando um ciclo vicioso. Já aquele que consegue ter uma postura positiva perante um problema (DESAFIO) conseguirá encontrar oportunidades e o padrão de comportamento dele será sempre de Realizador, formando assim um ciclo Virtuoso. Essa é a grande diferença entre “a vida te levar” e de “você levar a vida” e de ser “protagonista” ou um “mero coadjuvante” da história da sua vida.

Perceba que hoje somos resultado das atitudes que tomamos no passado, agora é só olhar a postura que você quer tomar no seu presente para criar seu futuro! Um grande abraço. (Alexandre B. Carmona)

 

8
out

Pipoca

 

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem, acham que tudo é deste jeito e que não pode ser de outra forma.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos – dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso dos remédios (das fugas) – apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui e com isso a possibilidade da grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, com a visão limitada que traz da vida, não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece e ela aparece de uma forma completamente diferente… exuberante, maior, mais bonita… algo que ela mesma nunca havia imaginado ser capaz de se transformar.

Bem, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar… o destino delas é triste. Não vão se transformar na flor branca macia.

Talvez hoje a gente não entenda o motivo de estar passando por alguma coisa, mas tenhamos a certeza que quanto mais quente o fogo, mais rápido a pipoca poderá estourar!

 

1
out

Os Seis Cegos do Indostan

 

Conta-se que seis cegos do Indostan, que após tanto ouvirem falar de elefante, decidiram sair a campo para descobrir o que era realmente o elefante. Partiram em diferentes direções para encontrá-lo e trazer as descobertas.

O primeiro cego, batendo contra a larga e resistente anca do elefante, grita alto: “O meu Deus, o elefante não é nada mais que um grande muro”.

O segundo cego, sentindo a presa lisa e afiada, observa: “O elefante não é mais nada que uma lança”.

O terceiro cego, tocando a tromba do elefante, conclui apressadamente: “Quem não vê que o elefante não é nada mais que uma cobra?”.

O quarto cego, tropeçando com o joelho do elefante, afirma categoricamente: “Não tenho a menor dúvida, o elefante não é nada mais que uma árvore”.

O quinto cego, tocando a orelha do elefante, e como este estivesse abaixado, diz: “Ah, ninguém pode negar que o elefante não é nada mais que um cobertor”.

O sexto cego, agarrado à cauda do elefante, exclama com euforia pela descoberta: “Aqui está ele, o elefante não é nada mais que uma corda”.

 

Terminada a busca, os seis cegos voltam para, juntos discutirem a respeito dos seus achados e tirarem dúvidas a respeito do elefante. Cada um se apresenta fechado em sua auto-suficiência dogmática; o que vale é somente a sua verdade. Estão mais preocupados em defender seus próprios interesses e pontos de vista. Confraga-se a polêmica, acabam discutindo e se desentendendo ainda mais! Se estivessem abertos, com espírito interativo para ouvir a parcela de verdade do outro, poderiam ter crescido e descoberto uma imagem mais acertado do elefante… Seria o início do diálogo multidisciplinar. Não seria o mais óbvio? Mas não é tão simples quanto parece! Ledo engano acreditar que a realidade se dá a conhecer tão facilmente quanto imaginamos.

 

Esta história pode nos ensinar muito a respeito da vida, de relacionamentos, colaboração e interdisciplinaridade no contexto da saúde, quer no setor educativo, quer no assistencial. È hora de darmos crédito à ótica e terapêutica multidisciplinar, não por capricho ou modismo, mas por necessidade de honrarmos a verdade. A verdade revê-se dialogal.

 

O conhecimento, hoje, apresenta-se como um conjunto de especializações, por vezes, desconexas, em que acabamos sabendo sempre mais de cada vez menos, até chegarmos a saber quase tudo de quase nada. É um paradoxo! Esse conhecimento dificilmente se transforma em sabedoria se não honrar a contribuição da perspectiva multidisciplinar. A significação do conhecimento, do trabalho, da vida, enfim, pressupõe a interdependência colaborativa, que honre os valores que cada pessoa tem.

 

História contada por Léo Pessini na apresentação do livro de:

RAMPAZZO, Lino. Antropologia Religiões e Valores Cristãos. 2ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000.

 

 

 

17
set

O Julgamento

 

O réu estava sendo julgado por assassinato. Havia fortes evidências sobre a sua culpa, mas o corpo da vítima ainda não havia sido localizado.
Sem muita esperança, o advogado em comum acordo com o seu cliente, o réu, resolveu arriscar uma última estratégia desesperadora.
– Tenho uma surpresa! Dentro de um minuto, a vítima presumidamente assassinada entrará neste tribunal andando e nos relatará o mal entendido ocorrido. E olha para porta principal.
Os jurados inclusive o juiz, surpresos, repetem o mesmo gesto.
Findado o prazo, o advogado comenta:
– Realmente, ninguém entrou. No entanto, por vossas expectativas concluímos que o júri não tem certeza plena ou alguma de que o réu é mesmo o culpado.
Se não há corpo, não há assassinato.
Os jurados, aconselhados pelo juiz, retiram-se para a decisão final.

E vem o veredicto: CULPADO!

– Culpado? Mas como? – pergunta o advogado.
– Vocês estavam em dúvida, eu vi todos olharem para a porta principal!
E o juiz, antes de decretar a sentença, completa:
É verdade. Todos nós olhamos para a porta principal, menos o seu cliente, o réu.

REFLEXÃO:

Essa metáfora nos remete a dois pontos principais;
– do lado do réu faltou o COMPROMETIMENTO, pois quando um não se compromete o todo é afetado.
– do lado do juiz e jurados foi PERCEPÇÃO, pois sem ela este caso seria desastroso, podendo até ser feita uma injustiça, não é mesmo? Não podemos confiar apenas nas palavras, nossa linguagem corporal e tom de voz (não verbal) compreendem a maior parte da nossa comunicação.

“Sorte pode levar a um bom resultado. Trabalho e comprometimento são sinônimos de um bom resultado”. (Fred Teixeira)